Como explicar que eu odeio todas as suas mancadas e ainda assim te amo? Como dizer que nosso passado está manchado e ainda assim ele é o maior enfeite do nosso amor?
Eu sou fraca, tenho medo dos seres humanos e hoje tenho mais medo dos amigos que inimigos, porque do inimigo você sempre espera coisas ruins, mas os amigos existem pra te mostrar como a vida pode ser bonita. Mesmo assim eles te ferem.
Sabe, quando está tudo bem eu não sinto dor, nem medo, nem me lembro que existiu um ontem. Mas como te explicar que a cada vez que eu derramo outra lágrima todas as outras feridinhas que parecem ter cicatrizado se abrem e doem ao mesmo tempo, me fazendo temer o amanhã e odiar o agora?
Não é insistir no que se passou, não é querer usar tudo que existiu de ruim como argumento para explicar o quão difícil é perdoar. É que eu sou feita de defeitos e o maior, o que me faz definhar, o que me mata é o tal do rancor, a memória curta que eu não tenho, a não-sinceridade comigo mesma que me falta... Eu não sei perdoar, mas se tantas vezes parece que eu o faço tão bem, saiba, é porque eu finjo acreditar que quem perdoa esquece, porque essa é a maior lorota que existe!
Não é insistir no que se passou, não é querer usar tudo que existiu de ruim como argumento para explicar o quão difícil é perdoar. É que eu sou feita de defeitos e o maior, o que me faz definhar, o que me mata é o tal do rancor, a memória curta que eu não tenho, a não-sinceridade comigo mesma que me falta... Eu não sei perdoar, mas se tantas vezes parece que eu o faço tão bem, saiba, é porque eu finjo acreditar que quem perdoa esquece, porque essa é a maior lorota que existe!
Eu não tenho certeza se já perdoei, mas esquecer eu não esqueço nem a primeira dor de amor que senti antes mesmo de ter abraçado o seu corpo na frente da grande porta de vidro enquanto você usava uma boina bonita e uma camisa cor de rosa.
Eu não tenho certeza se já perdoei, mas esquecer eu não esqueço. É que eu sou feita de defeitos e o maior, o que me faz definhar, o que me mata é o tal do rancor, a memória curta que eu não tenho, a não-sinceridade comigo mesma que me falta...

5 comentários:
hoje eu tenho sentido umas coisas péssimas. uma sensação de que nada vai mudar nunca. que vai tudo continuar do jeito que está. talvez hoje seja dia de encarar de frente o que eu tentei dissimular.
Ray, força, pq o jogo é duro.
É... o perdão não é algo fácil. O esquecimento menos ainda. Mas enquanto achamos que vale a pena, temos que continuar tentando os dois!
Bjs!
Também não sei perdoar.
Isso é uma droga!
Beijos amiga!
Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.
Fernando Pessoa
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Beijamante!
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