Ando tão terrena, pés no chão, cabeça longe das alturas. Ando tão “ser humana”, tão primitiva, pedra-não-polida.
Sou uma adolescente crescida, uma idosa de pouca idade, uma contradição entre quem sou e quem estou. É tanta confusão, são tantas dúvidas, tanta curiosidade sobre o leque de possibilidades que ás vezes se abre diante de mim. É tanto cansaço, tanta descrença na melhoria, são tantas lembranças boas e saudosas, são tantas lembranças chatas e rancorosas.
É a vontade de voar. É a realidade da queda.
É a vontade de voar. É a realidade da queda.
E eu já nem sei o que mais esperar.
Ando tão terrena, mas preparada para o céu ou para o inferno.
Tanto faz. A expectativa é que detona com a gente.

2 comentários:
Ray, por mais que a gente não queira, a vida nos carrega, inclusive - na maioria da vezes, eu diria - por caminhos que não gostaríamos.
Não pense que falo com soberba, não!
Falo porque, pense bem, se não fosse assim, será que estaríamos aqui hoje?
Beijo adocicado pelo destino.
e eu te entendo tão perfeitamente pq vivo igual a você.
queremos voar, e estamos tão presas... quais são mesmo as amarras?
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