quarta-feira, 25 de maio de 2011

Ando tão tudo, tão nada.


          Ando tão terrena, pés no chão, cabeça longe das alturas. Ando tão “ser humana”, tão primitiva, pedra-não-polida.
          Sou uma adolescente crescida, uma idosa de pouca idade, uma contradição entre quem sou e quem estou. É tanta confusão, são tantas dúvidas, tanta curiosidade sobre o leque de possibilidades que ás vezes se abre diante de mim. É tanto cansaço, tanta descrença na melhoria, são tantas lembranças boas e saudosas, são tantas lembranças chatas e rancorosas.
          É a vontade de voar. É a realidade da queda.
          E eu já nem sei o que mais esperar.
          Ando tão terrena, mas preparada para o céu ou para o inferno.
          Tanto faz. A expectativa é que detona com a gente.     

2 comentários:

Leo disse...

Ray, por mais que a gente não queira, a vida nos carrega, inclusive - na maioria da vezes, eu diria - por caminhos que não gostaríamos.
Não pense que falo com soberba, não!
Falo porque, pense bem, se não fosse assim, será que estaríamos aqui hoje?

Beijo adocicado pelo destino.

Isa disse...

e eu te entendo tão perfeitamente pq vivo igual a você.

queremos voar, e estamos tão presas... quais são mesmo as amarras?